9.9.1937 - 1.2.2008
Menino pobre de Rio Preto, José Batista
Sérgio Murad, o Beto Carrero, criou-se numa fazenda onde o pai era empregado,
sonhando em ser um personagem como o Zorro. Deste período trouxe a eterna
ligação com o mundo dos rodeios e caubóis.
O inquieto menino aproveitou
um apelido do pai Alexandre, Carreiro, adquirido por conduzir um carro de boi, e
o adaptou primeiro ao seu nome, se intitulando Sergio Carreiro, e mais tarde
Beto Carrero.
Pouco antes dos 18 anos lançou o personagem no rádio, no
“Programa do Beto Carrero”, onde tocava música sertaneja e contava causos.
Trafegou por meios de comunicação e descobriu sua veia publicitária, época em
que reservou seu lado caubói para aparições esporádicas. Nos anos 70 investiu no
mercado de Santa Catarina, prospectando contas de grandes empresas. Autodidata,
foi um publicitário vencedor.
Lançou Regina Duarte como garota-propaganda
e criou motes históricos como o do Leite de Aveia Davene. À época, a JB World
foi uma das 19 agências que mais faturavam no Brasil. Em paralelo, revelou-se um
bem-sucedido agente artístico.
Em dezembro de 1991, inaugurou o que seria
a realização de seu principal sonho, o Beto Carrero World, um dos maiores
parques temáticos do mundo, no balneário de Penha, litoral norte de Santa
Catarina. Morreu durante uma cirurgia de troca de válvula aórtica.