Luly Zonta
Agência BOM DIA
Ela fica lá no extremo
noroeste do Estado. Longe, mas vale a pena. Quem chega a Ilha Solteira pensa que
vai dar de cara com uma cidade de interior sem muito o que fazer, mas encontra
uma cidade única, com um povo hospitaleiro, ruas largas, infra-estrutura e
praias de água doce a quase mil quilômetros do litoral.
Essas praias são
resultado da confluência três grandes rios: o Paraná, o Tietê e o São José dos
Dourados.
Paraíso dos pescadores, dos amantes dos esportes náuticos e da
turma do sol e da sombra e água fresca, o reservatório de Ilha
Solteira possui uma área de 1.231 km² com um volume total de 21 bilhões e
166 milhões de m³ de água, o que equivale a cinco ou seis vezes a Baía de
Guanabara, o terceiro maior do país.
O lago de ilha tem infra-estrutura:
portal de entrada, ruas pavimentadas com estacionamento para ônibus e
carros, área destinadas a barracas de camping, muitos restaurantes, pesqueiros
na região e uma paisagem de fazer inveja.
Entre as opções para os
turistas, estão a praia Catarina, na margem esquerda do rio Paraná, a 4 km da
cidade, com acesso pavimentado, completa rede de água e esgoto, energia
elétrica, telefone público, equipamentos de lazer com área gramada, lanchonetes,
quiosques com churrasqueiras e tomadas de energia elétrica, playground,
atracadouro, quadras poliesportivas, estacionamentos para ônibus e carros,
sanitários e duchas, equipamentos para pesca e calçadão ao longo de toda a
praia, além vistas ao maravilhoso lago.
Ao lado da Catarina, está a praia
Marina, destinada a esportes náuticos no rio São José dos Dourados. O local
possui infra-estrutura de restaurante, acesso pavimentado, iluminação, campos de
futebol de grama e areia, hangar para equipamentos naúticos e
banheiro.
Mas atenção, turista: vale lembrar que o Portal das Praias
recolhe uma taxa de seus usuários.
Hidrelétrica batiza cidade
e sustenta seu planejamento
Ilha Solteira é uma ilha fluvial situada
a 800 m da jusante da usina hidrelétrica local. Recebeu essa denominação por
localizar-se, a 12 quilômetros dela, de um arquipélago fluvial com cinco ilhas,
de nome Cinco Ilhas. Assim, a ilha, por estar sozinha, foi chamada Solteira.
A cidade de Ilha Solteira começou a receber seus primeiros moradores no
dia 15 de outubro de 1968, em razão do enorme contingente de mão-de-obra
necessária à construção da hidrelétrica. O nome da usina e do núcleo urbano
originou-se da ilha fluvial com o mesmo nome, existente no rio Paraná.
Construída pela Cesp, a cidade foi resultado de um planejamento urbano e
manteve praticamente seu traçado pouco modificado enquanto permaneceu sob
administração da empresa estatal.
Festivais agitam calendário
anual
Tradicional, o Festival Nacional de Ilha Solteira é realizado
sempre em outubro, na Concha Acústica da Praça da Integração, e tem por
finalidade descobrir novos talentos da MPB. A final da 35ª edição foi realizada
há duas semanas. O município também tem forte vocação para o motocross, a Unesp
mantém um calendário intenso e o Natal Iluminado acende a
cidade.
Zoo preserva espécies raras
O Centro de
Conservação da Fauna Silvestre foi construído em 1979 para abrigar animais
provenientes do enchimento dos reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira. É
reconhecido nacionalmente pelo alto nível na preservação de espécies como o
jacaré-de-papo amarelo, arara canindé, tamanduá-bandeira, bugio vermelho,
cervo-do-pantanal, lobo-guará e jaguatirica.