Alckmin reitera que Lula tem “compromisso” com responsabilidade fiscal



O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que ocupa interinamente a presidência do país durante a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Europa, reiterou nesta quinta (13) que o governo tem compromisso com a responsabilidade fiscal, mantendo o controle das contas públicas e da inflação.

A afirmação foi feita durante um fórum promovido no Rio de Janeiro com empresários estrangeiros, principalmente representantes da Arábia Saudita, que o governo pretende atrair ao Brasil para investir na transição energética e projetos de infraestrutura do Novo PAC.

“Quero destacar o compromisso do presidente Lula com o arcabouço fiscal. O Brasil é um país que tem absoluta responsabilidade fiscal e compromisso com a questão fiscal, e de outro lado o controle absoluto da inflação”, disse Alckmin.

A declaração do vice-presidente ocorre um dia depois de Lula afirmar que o governo busca equilíbrio fiscal sem a necessidade de cortes de gastos, e que o aumento da arrecadação e a redução da taxa de juros seriam suficientes para diminuir o rombo nas contas públicas. A afirmação, no entanto, não foi bem interpretada pelo mercado financeiro e fez o dólar disparar na quarta (12).

Alckmin minimizou os solavancos que o país vem sofrendo em reflexo aos ânimos do mercado financeiro e reiterou que a economia tem avançado em diversos indicadores.

“Tivemos uma importante queda do desemprego e, com isso, melhorou a renda dos brasileiros, é o maior ganho de renda desde o Plano Real, tivemos um crescimento do PIB”, apontou.

A fala de Alckmin é um dos poucos discursos que tem unidade dentro do governo, com todos os ministros alardeando os bons dados da economia. Lula também citou os indicadores positivos mais cedo durante um pronunciamento em Genebra, na Suíça, e antes viajar à Europa na quarta (12).

No entanto, os desgastes que o governo vem sofrendo no Congresso não são citados, como a mais recente derrota com a devolução da medida provisória que renderia R$ 29 bilhões para compensar a desoneração da folha de pagamentos.

Apesar do otimismo de Alckmin, a inflação no Brasil registrou um aumento em maio e foi a 0,46%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No acumulado de 12 meses, passou de 3,69% para 3,93%.



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