Anvisa aprova duas vacinas da Pfizer atualizadas para subvariantes da ômicron


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu, na última terça (22/11), o uso emergencial de duas vacinas bivalentes contra a Covid-19 fabricadas pela Pfizer.

Sendo que a vacina bivalente possibilita a imunização contra mais de uma variação do coronavírus, a primeira versão divulgada pela fabricante foi desenhada com a cepa original do Sars-CoV-2 e a ômicron BA.1, que se proliferou de forma rápida por todos.

“Nenhum contexto de preocupação adicional das vacinas bivalentes quando confrontadas ao perfil de segurança da vacina monovalente original”, afirmou ainda.

Segundo a diretora da Anvisa, Meiruze de Sousa Freitas, a utilização das vacinas bivalentes pode auxiliar os brasileiros, em especial os vulneráveis, a precaver doenças graves ou a morte. “Ainda reforço que a aprovação da bivalente não desautoriza o uso das vacinas monovalentes aceitas pela Anvisa ou adquiridas por meio do Covax Facility”, declarou.

O imunizante bivalente BA.1 foi aceito em 35 países. Já o bivalente BA.4/BA.5 foi aceito em 33 países. As vacinas feitas no primeiro ano de 2020, que usam apenas o jeito ancestral do coronavírus em sua formulação, exibem eficiência reduzida frente às novas cepas, fundamentalmente para proteção de casos leves e moderados.

Por isso, para médicos e especialistas, o Brasil deveria começar a aplicação do reforço com as novas vacinas bivalentes em pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde, por exemplo.

“O que é observado nos países do hemisfério Norte é o avanço justamente com essa vacina de várias vertentes. Seria bom que já tivesse iniciado essa discussão no PNI [Programa Nacional de Imunização] para o ano que vem”, afirmou o especialista em infectologista e estudioso da Fiocruz, Julio Croda.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que há contrato com a Pfizer no qual novas vacinas aceitas pela Anvisa podem ser pedidas, inclusive as bivalentes. O chefe da pasta comunica que ainda não foi realizado porque não havia a aprovação da Anvisa.

“Não será problema para o Ministério da Saúde. Tem que verificar com a Pfizer a situação de entrega dessas doses, será uma resolução da área técnica. As vacinas bivalentes são opção e não substituem as atualmente disponíveis, o fundamental é a aplicação das doses de reforço em quem não tomou ainda”, anunciou.


Vacina. (Foto: Reprodução/Pexels)


Em publicação, a Pfizer declarou que, com os aceites desta terça, as vacinas atualizadas para a ômicron podem ser entregues ao país já nas próximas semanas. “O contrato atualmente vigente de fornecimento de vacinas da Pfizer ao país inclui a chegada de potenciais vacinas adaptadas a novas variantes e/ou para várias faixas etárias”, afirmou a farmacêutica.

A equipe de transição do presidente eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não relatou em detalhes os planos para a vacinação, mas diz que a gestão será realizada por evidências científicas, inclusive em relação à vacina.

Membros da Anvisa ainda afirmam que a vacina monovalente, mantém a eficiência contra a doença na forma grave e óbitos, desde que sejam tomadas as doses conforme a recomendação do Ministério da Saúde.

 

 

Foto destaque: Vacina. Reprodução pexels.





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