Ativistas temem aumento da repressão a curdos no Irã


Ativistas de direitos humanos expressaram temores neste domingo, 20, de que o Irã esteja realizando uma repressão a uma cidade habitada por curdos, onde houve intensos protestos contra o regime nos últimos dias.

Segundo informações de grupos de direitos humanos, o governo enviou reforços policiais para Mahabad, cidade de maioria curda na Província do Azerbaijão Ocidental, no oeste do Irã, o que indicaria a intenção de endurecer a repressão. Ativistas também divulgaram imagens e gravações de áudio de tiros e gritos à noite.

A ONG norueguesa Hengaw afirmou, em uma postagem no Twitter, que “agentes armados” foram enviados a Mahabad. “Nas áreas residenciais de Mahabad, há muitos disparos”, disse a organização.

A organização postou vídeos de helicópteros sobrevoando Mahabad, que diziam transportar membros da Guarda Revolucionária, para reprimir os protestos.

A ONG Hengaw também postou imagens, que afirma serem da cidade de Sanandaj, também na região, mostrando uma mulher sendo baleada por forças de segurança enquanto tentava fugir.

Outra ONG, a Iran Human Rights (IHR), que também tem sede na Noruega, divulgou imagens da noite de sábado 19 com tiros ecoando pela cidade. O diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que as autoridades “cortaram a eletricidade e foram ouvidos tiros de metralhadora”.

A organização também expressou preocupação neste domingo com outras cidades povoadas por curdos, com explosões ouvidas em Bukan e Saqez, além de tiros em Bukan. Segundo a IHR, a repressão aos protestos deixou pelo menos 378 mortos, incluindo 47 crianças, em todo o país. Mais de 14 mil foram presos e cinco já foram condenados à morte.

As manifestações começaram no Irã em meados de setembro depois que a jovem curdo-iraniana Mahsa Amini, de 22 anos, foi presa por usar de maneira inadequada o véu islâmico hijab. Três dias depois da detenção, ela morreu na cadeia. É o maior movimento para desafiar a República Islâmica desde a sua proclamação em 1979. Os primeiros protestos ocorreram em áreas de maioria curda, depois se espalharam por todo o país.





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