BNDES empresta R$ 500 milhões para Volkswagen desenvolver carros híbridos e elétricos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento no valor de R$ 500 milhões para a Volkswagen do Brasil desenvolver carros híbridos, flex e elétricos no país nos próximos anos.

O empréstimo será realizado através do programa BNDES Mais Inovação. O “custo financeiro”, segundo o banco, será equivalente à Taxa Referencial (TR) – que em janeiro era de aproximadamente 1,6% ano ano. No programa, as empresas pagam, além da TR, a remuneração do BNDES, que em boa parte dos casos é de 2,2% ao ano. O banco, porém, não informou qual será a sua remuneração no caso específico da Volkswagen.

De acordo com o BNDES, o dinheiro será usado em pesquisas e desenvolvimento para um motor flex, para transmissão híbrida, sistema de alta voltagem e estudos de veículos 100% elétricos, assim como para a análise de impactos ao ambiente dos veículos elétricos e híbridos e flex, com uso de etanol.

De acordo com anúncio do banco, o empréstimo está alinhado com o programa Nova Indústria Brasil, que tem entre os objetivos promover o desenvolvimento de sistemas de mobilidade sustentáveis e dar protagonismo às empresas brasileiras.

Parte do valor também será destinado para modernização das quatro fábricas da Volkswagen no Brasil.

“O objetivo desse projeto é desenvolver novas tecnologias que contribuam para a descarbonização e a redução da emissão de poluentes de CO2 da frota nacional, alinhados à sustentabilidade”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Na semana passada, a Volkswagen anunciou plano de lançar 16 veículos até 2028, incluindo modelos híbridos, flex e totalmente elétricos.

Para isso, a companhia de origem alemã acrescentou R$ 9 bilhões ao seu programa caixa de investimentos, mais que o dobro dos R$ 7 bilhões programados inicialmente. A empresa estendeu os Acordos Coletivos com os sindicatos das quatro fábricas até 2028.

Dos novos modelos, a empresa só adianta que a fábrica de motores em São Carlos (SP) vai produzir um motor “ainda mais inovador e eficiente para veículos híbridos”.

Nas demais plantas, a Volkswagen não especifica quais vão fabricar modelos flex ou elétricos. A empresa informa apenas que serão produzidos dois modelos inéditos na fábrica de Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), e uma nova picape em São José dos Pinhais (PR). A unidade de Taubaté (SP) terá um modelo inédito, 100% desenvolvido no Brasil.

De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, os carros híbridos serão exportados para a América do Sul. Os elétricos serão produzidos apenas a partir do fim da década. “Ainda são muito caros, precisam de uma cadeia forte de fornecedores de baterias e motores e ampla infraestrutura de recarga”, disse Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil ao jornal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento em que a Volkswagen fez anúncio de seus planos, em São Bernardo do Campo, cidade que é seu berço político. Ele entrou em um carro aberto saudando os operários, ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB).

Lula afirmou que o setor automobilístico vai investir R$ 41 bilhões no Brasil. Dos veículos elétricos, além da Volks, a chinesa BYD está construindo uma fábrica na Bahia e GWM tem planos de em breve começar a operar também no país.

O eletrificação de carros no país ainda é desafiadora por motivos como a falta de logística para descarte das baterias e infraestrutura de recarga. Não há, ainda, postos de abastecimentos suficientes nem para a demanda atual. Hoje há cerca de 3,8 mil eletropostos em território brasileiro.

O governo vem incentivando com financiamentos, como é o caso do BNDES com a Volks, e através de incentivos fiscais, a exemplo da BYD, com a Emenda Lula, que concede benefícios às montadoras que se instalam nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

As empresas também fazem suas apostas. A BYD fez parceria para construir 600 pontos de recarga e pretende comprar uma mina de lítio, principal matéria-prima das baterias. Além do Brasil, essas companhias vislumbram o potencial mercado latino-americano.



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