China e Irã pedem ao Afeganistão que “libertem” as mulheres


As ditaduras da China e do Irã pediram nesta quinta-feira, 16 ao regime do Afeganistão que permita que mulheres trabalhem e tenham acesso à educação. A declaração foi dada depois que o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, visitou Pequim.

Em 2021, o Talibã assumiu o poder no Afeganistão e uma das primeiras ações do grupo terrorista foi banir mulheres e meninas de universidades e escolas após a sexta série.

“Os dois lados pediram aos governantes afegãos que formem um governo inclusivo no qual todos os grupos étnicos e políticos realmente participem, e cancelem todas as medidas discriminatórias contra mulheres, minorias étnicas e outras religiões”, disse o comunicado, acrescentando que os EUA e seus aliados da OTAN “devem ser responsabilizados ​​pela situação atual no Afeganistão”.

O pedido pelos direitos das mulheres por parte de Ebrahim Raisi, presidente do Irã, é incoerente pois o regime do país é muçulmano xiita fundamentalista acusado de tratar as cidadãs do país de maneira preconceituosa e extremamente autoritária. Uma onda de protestos está ocorrendo no país desencadeados pelo assassinato da jovem Mahsa Amini que estava sob custódia policial por não cobrir direito os cabelos com a jihab.

Em visita a Pequim, Xi Jinping e Raisi assinaram vinte acordos de cooperação, incluindo comércio e turismo. Esses novos acordos se somam aos 25 assinados em 2021 de cooperação no desenvolvimento de petróleo, indústria e outros campos.

O Irã está sob sanções comerciais e financeiras impostas pelos EUA e outros governos ocidentais desde a tomada do poder pelos aiatolás em 1979. O governo americano cortou o acesso do Irã à rede que conecta os bancos globais em 2018.

 





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