Cobranças indevidas em plano de saúde causam problema para usuários do RS


Usuários de um plano de saúde dos servidores públicos do Rio Grande do Sul tem relatado uma series de cobranças indevidas feita por médicos, as cobranças vão desde consultas até cirurgias.

As denuncias que tem dobrado nos últimos dois meses se qualificam de acordo com o ministério publico como crime de extorsão.

De acordo com o regulamento o plano garante ao usuário a assistência medica em uma rede conveniada de hospitais e consultórios, sendo que para ter direito ao serviço, o governo descanta de cada servidor 3,1% do salario e repassando o dinheiro ao IPE Saúde, No entanto de acordo com denúncias alguns dos médicos estariam um valor a parte muito além do estipulado pelo plano.

Sendo que de acordo com o presidente do órgão Bruno Janete a pratica de cobrança acima do valor estipulado e indevida de acordo com ele em entrevista a globo “Sabemos que isso acontece e estimulamos que as pessoas façam denúncia por meio do nosso canal de ouvidoria, exatamente pra poder depois converter isso numa advertência, numa suspensão e até mesmo em descredenciamento do corpo clínico, do médico”.

Em maio do ano passado depois que algumas denúncias vieram ao conhecimento público o IPE Saúde criou uma ouvidoria para receber queixas dos usuários.

OUVIDORIA DO IPE SAÚDE

(51) 3288-1538

0800-541-6136 (opção 7)

De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h

No meio de cobranças ilegais, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se justifica dizendo que existe uma defasagem nos honorários repassados aos médicos pelo instituto

Para o MP, cobrar a mais por atendimentos prestados pelo IPE configura, em tese, concussão, que é exigir vantagem indevida para si ou para outra pessoa.

 

“Na condição de credenciado do IPE, tendo o conceito de funcionário público no Código Penal, que abrange essa situação, que é bastante amplo, ele acaba sendo considerado funcionário público e, por isso, incidiria nesse crime”, explica o promotor Flávio Duarte.

Nas redes socias o que não falta são exemplos de pessoas revoltadas com o caso, algumas chegando a dizer que estão pensando em cancelar o plano.



Em meio às cobranças ilegais, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) diz que há uma defasagem nos honorários repassados aos médicos pelo instituto.

De acordo com o presidente do Simers Marcons Rovinski “Nós temos hoje um médico que atende um paciente internado no hospital, ele ganha R$ 25,58 por diária, por dia, o que dá um líquido de R$ 18. Ou seja, ele gasta mais pra deixar o carro no estacionamento do hospital do que ele vai receber pra atender um paciente, por exemplo, que teve um infarto ou que estava com Covid, está na UTI, e o médico vai ter que ir todo o dia visitá-lo”, argumentou Marcons em tentativa de justificar os valores cobrados.

Foto Destaque: ipesauders. Reprodução/Instagram





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