Condenado por colocar bomba em Brasília fica em silêncio em CPMI


Durante seu depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, Wellington Macedo de Souza, que se denomina jornalista, decidiu permanecer em silêncio. Condenado por implantar uma bomba em um caminhão em Brasília, Souza foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a não responder os questionamentos que pudessem incriminá-lo.

“Vou colaborar com vocês a partir do momento que os meus advogados tiverem acesso aos autos dos processos acusatórios contra essa pessoa que aqui está, que, até hoje, tem pago um preço tão alto por tanta humilhação”, disse Souza. “Depois, vocês podem me convocar que eu vou contribuir com vocês respeitosamente.”

Parlamentares da base governista destacaram que o inquérito em que Souza é condenado já está disponível para acesso público. Ele, contudo, não justificou novamente o silêncio.

O atentado a bomba aconteceu em dezembro de 2022 próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília. Ele estava foragido havia mais de três meses, sendo preso na quinta-feira 14 pela Polícia Nacional do Paraguai, em uma ação com a Polícia Federal.

Em 18 de agosto, Souza foi condenado a seis anos de prisão em regime inicialmente fechado e a uma multa de mais de R$ 9 mil pelo crime de expôr a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outras pessoas, mediante a explosão.

Em 2019, Souza trabalhou no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos — durante a gestão da então ministra Damares Alves (Republicanos-DF), atualmente senadora.

Bomba em Brasília

Wellington Macedo de Souza, que se denomina jornalista | Foto: Reprodução/TV Globo

Além de Souza, outras duas pessoas foram condenadas pelo ataque a bomba em Brasília: George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues.

O material explosivo foi colocado em um caminhão de combustíveis, mas o motorista do veículo identificou a carga antes que fosse detonada. Só foi possível identificar a participação de Souza, pois ele usava tornozeleira eletrônica à época.

Imagens de segurança de uma loja próxima ao aeroporto e do próprio caminhão mostram o momento em que o carro de Souza se aproxima do caminhão para que Santos coloque o explosivo no veículo.

Inicialmente, Souza teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por incentivar atos “antidemocráticos” em 7 de setembro de 2021. Desse modo, ele cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica.



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