Corredor humanitário será aberto em Gaza sob tensão de incursão israelense – Notícias



Após 14 dias do início da guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas, a passagem de Rafah, na fronteira do Egito com a Faixa de Gaza, será aberta pela primeira vez nesta sexta-feira (20) para levar ajuda humanitária à região.


A abertura do corredor humanitário era incerta: na quinta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou às tropas do país que a incursão militar por terra na Faixa de Gaza acontecerá em breve.


Havia também o risco de a violência na região sofrer escalada na noite de quarta-feira passada (18) e atrasar os planos para liberar a passagem de Rafah. Ao longo do dia, foram registrados ataques com foguetes e drones contra bases militares dos Estados Unidos no Iraque e na Síria e um destróier americano interceptou três mísseis lançados do Iêmen supostamente contra Israel.


O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, convocou uma “mobilização geral” de árabes e muçulmanos ao redor do mundo. Em contrapartida, Israel evacuou embaixadas no Oriente Médio, incluindo Turquia, Bahrein e Marrocos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, os Estados Unidos, Israel e o Egito discutiram até o último minuto o acordo para a entrada em Gaza de caminhões com itens básicos, como água e medicamentos, para os civis palestinos.

Corredor humanitário

Durante o dia, o Governo do Egito fez reparos de emergência na estrada da passagem de Rafah, que liga a península do Sinai à Faixa de Gaza. O sul do enclave palestino foi alvo de ataques aéreos de Israel nos últimos dias.


Cerca de 20 caminhões transportando ajuda humanitária estão parados há vários dias, aguardando permissão para entrar na Faixa de Gaza, que tem de 2,4 milhões de habitantes.

De acordo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, responsável por costurar o acordo entre Israel e o Egito para abrir a passagem de Rafah, o corredor de ajuda deverá seguir regras para continuar aberto.

Somente serão autorizados carregamentos que sejam exclusivamente de alimentos, água e medicamentos, destinados à população civil no sul da Faixa de Gaza ou que estejam em direção àquela área.

Nada que beneficie o grupo terrorista Hamas, que controla Gaza, será permitido. “Qualquer ajuda que chegue ao Hamas será bloqueada”, informou o governo israelense por meio de comunicado.

Israel também exige que a Cruz Vermelha tenha acesso aos cidadãos sequestrados no ataque de 7 de outubro — estima-se que sejam cerca de 200 pessoas.

Funcionários das Nações Unidas distribuirão a ajuda assim que ela chegar ao território onde vivem 2,3 milhões de pessoas. Biden, no entanto, advertiu que a passagem de Rafah será fechada novamente “se o Hamas confiscar a ajuda humanitária”.



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