Corte de juros melhora expectativas da indústria catarinense


Em agosto, confiança do industrial na economia manteve-se estável

O Índice de Confiança do Industrial Catarinense (ICEI) registrou 48,4 pontos em agosto e se manteve praticamente estável, em comparação ao mês anterior, o que demonstra ainda falta de confiança do industrial na economia. No entanto, conforme análise do Observatório Fiesc, com o corte na taxa básica de juros, o componente do ICEI referente às expectativas para os próximos seis meses aumentou 1 ponto, atingindo valor de 53,4 pontos, que significa otimismo. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de agosto, o Banco Central iniciou sua política de redução nas taxas de juros.

“A queda da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual foi o primeiro corte dos últimos três anos, com valor acima do esperado por grande parte das instituições financeiras. Embora os efeitos ainda possam demorar a aparecer na economia, a sinalização de que os juros devam seguir caindo até o fim do ano, segundo o Banco Central, demonstra melhores perspectivas para a atividade industrial no estado”, avalia o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, realizada pelo Observatório Fiesc em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a demanda interna insuficiente, as elevadas taxas de juros e carga tributária estão entre os principais problemas enfrentados pela indústria catarinense, no segundo semestre de 2023.

O longo ciclo de aperto monetário enfrentado no país foi determinante para a redução dos investimentos em capital fixo, da demanda por insumos industriais e do nível de consumo de bens duráveis observados neste ano. Esse cenário mais restritivo se refletiu no resultado negativo das condições atuais da economia — outro componente do ICEI. “Em relação às condições atuais da economia, o índice se manteve próximo dos 41 pontos em agosto, e tem seu valor em menor nível desde 2020. A queda desse indicador é influenciada, sobretudo, pela percepção de piora na economia brasileira em relação aos seis meses anteriores, em linha com a desaceleração na demanda doméstica”, afirma Vicente Heinen, economista do Observatório Fiesc.



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