CPI das ONGs ouve Pochmann, sobre denúncias de indígenas


O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, prestará depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, às 11 horas, nesta terça-feira, 10.

A CPI chamou Pochmann para esclarecer denúncias segundo as quais o IBGE estimulou mestiços a se declararem indígenas na Amazônia. Dessa forma, a Funai, o Ibama e ONGs que atuam na floresta teriam mais facilidade para demarcar terras.

“Estatísticas apresentadas pelo Censo 2022 surpreenderam, especialmente em relação ao aumento exponencial do número de indígenas”, observou relator da CPI das ONGs, senador Marcio Bittar (União Brasil-AC). “Na documentação, é possível perceber que algumas ONGs participaram do processo de decisão da metodologia a ser adotada na pesquisa. Desse modo, cabe a esta CPI entender como se deu essa participação e qual o grau de influência essas organizações não governamentais possuem junto ao órgão de estatísticas oficiais.”

Denúncia envolvendo o IBGE na CPI das ONGs

Durante audiência no Senado, Herderli Alves, líder do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, explicou como funciona uma suposta estratégia de ONGs, em parceria com o Ibama e a Funai, para transformar terras produtivas, ocupadas por mestiços, em território indígena.

De acordo com Herderli, funcionários de ONGs que atuam na Amazônia induzem mestiços a se declararem indígenas. Dessa forma, conseguem, com órgãos oficiais, a demarcação de terras. “São produtivas”, afirmou Herderli, ao mencionar a existência de potássio e riquezas nesses territórios, que, uma vez demarcados, não podem ser retirados.

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A líder do Movimento Padro-Mestiço Brasileiro, Herderli Alves, durante a CPI das ONGs – 22/8/2023 | Foto: Reprodução/TV Senado

Conforme Herderli, a parceria entre ONGs e governo brasileiro fez saltar o número de indígenas no país. Em dez anos, a população indígena saltou de quase 900 mil para 1,7 milhão, segundo o mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “As ONGs visam a tomar a Amazônia”, afirmou a mulher. “Querem inviabilizar o Brasil.”

Durante a oitiva, Herderli mostrou vídeos de mestiços, os quais denunciaram a estratégia informada pela líder do movimento. Em uma das imagens, é possível ver um agente da Polícia Federal dando cinco horas para uma família desocupar uma propriedade, visto que uma juíza dera tal prazo, em virtude da demarcação daquela terra, pois a maioria dos que moram na região declarou-se indígena, embora fosse supostamente mestiça.

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