Depois de duas horas de buscas, Polícia Federal deixa casa e escritório de Ibaneis – Notícias

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A Polícia Federal terminou as buscas em dois endereços ligados ao governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nesta sexta-feira (20), após duas horas de investida. Os agentes da corporação cumpriram mandados de busca a apreensão na casa e no escritório de advocacia de Ibaneis.


O Palácio do Buriti, sede do governo distrital, em Brasília, também foi alvo da operação. Até a última atualização desta reportagem, os policiais cumpriam mandados no local.


Ibaneis está afastado do cargo desde 9 de janeiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado por suposta omissão nos ataques aos prédios dos Três Poderes da República, em 8 de janeiro, promovidos por manifestantes extremistas contrários à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do ano passado.



O governador afastado usou as redes sociais para negar relação com os atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes. “Não há nada que possa me ligar aos golpistas que atacaram os Três Poderes. Eu sempre me comportei de modo a colaborar com as investigações e mantenho a mesma postura. Cheguei a fazer um depoimento espontâneo à Polícia Federal, mostrando que não há o que temer”, escreveu o emedebista.



Na residência do governador afastado, no Lago Sul, sete agentes e duas viaturas da PF chegaram por volta das 14h e deixaram o local às 16h20. Por causa da movimentação da imprensa, a segurança pessoal de Ibaneis colocou caminhonetes na frente de dois portões. Na tentativa de impedir o registro da movimentação da Polícia Federal na casa, funcionários do governador discutiram com jornalistas.


Veja abaixo fotos da movimentação na frente da casa do governador afastado:



O escritório de advocacia de Ibaneis Rocha, localizado próximo à Esplanada dos Ministérios, também foi alvo de busca. No entanto, a entrada dos policiais federais só foi possível depois que um membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) chegou ao local para acompanhar as buscas. Os carros da PF saíram do escritório às 16h30.


Ibaneis está licenciado da advocacia, já que o estatuto da classe proíbe o exercício da função para governadores em mandato.


Em nota, a defesa do governador afastado considerou a ação da PF como “inesperada” e afirmou que Ibaneis Rocha sempre agiu de “maneira colaborativa” e que as buscas serão “a prova definitiva da inocência” do emedebista.






Secretário-executivo





Os mandados também foram cumpridos na casa e no escritório do ex-secretário-executivo de Segurança Pública Fernando de Sousa Oliveira, que era responsável pelas forças de segurança no dia dos atos antidemocráticos. No escritório, que fica localizado na Asa Sul, a Polícia Federal também fez buscas por cerca de duas horas.





Depoimento à Polícia Federal






Ibaneis prestou depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (13). Por duas horas, o governador respondeu aos questionamentos feitos pela Polícia Federal e afirmou que não tem “qualquer envolvimento, por ação ou omissão, com os fatos ocorridos no domingo [8 de janeiro]”.


O governador também afirmou que determinou a retirada dos manifestantes dos acampamentos em 29 de dezembro, mas foi impedido pelo Exército.



Segundo um documento da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do DF, os militares também vetaram a ação de retirada de ambulantes irregulares na praça dos Cristais, onde os manifestantes estavam acampados. 


Atos extremistas


Manifestantes que não aceitam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 furaram bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram, na tarde do dia 8 de janeiro, os prédios do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.


Os extremistas promoveram quebradeira no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no plenário do STF. Veja nas imagens abaixo:



No STF, um grupo quebrou vidros e destruiu móveis do prédio. No Palácio do Planalto, as imagens mostram que foram quebradas obras de arte, portas e uma mesa de vidro. No Congresso Nacional, vídeos exibem vândalos batendo contra cadeiras do plenário.



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