Depois de investigação, Dimas Covas deixa o comando do Butantan


O médico hematologista Dimas Covas demitiu-se do cargo de presidente do Instituto Butantan. A saída se deu há duas semanas, mas só veio à tona na quarta-feira 30. A queda de Covas ocorreu em meio a uma investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em contratos do Butantan.

No início do mês, o TCE identificou irregularidades em contratos sem licitação que somam pouco mais de R$ 160 milhões feitos pelo Butantan com uma empresa de programas de computador. A análise de técnicos do TCE sugerem riscos de superfaturamento no processo, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o Butantan, a decisão foi tomada em outubro, antes das notícias, não havendo ligação. “O médico hematologista Dimas Covas deixou o Instituto Butantan porque assumiu o cargo de diretor-executivo na Fundação Butantan, instituição de direito privado que apoia o Instituto”, comunicou o Butantan.

Apuração do TCE contra o Butantan

Os acordos na mira do tribunal foram firmados com a empresa SAP Brasil Ltda entre 2021 e 2022 para implantação e licenciamento de sistema integrado de gestão empresarial na fundação e são válidos por cinco anos. A contratação ocorreu no modelo inexigibilidade de licitação.

Técnicos do TCE consideraram a contratação de risco elevado por uma série de motivos: possibilidade de superfaturamento, eventuais falhas no processo de execução e a possibilidade do retorno do investimento ficar abaixo do custo contratado. O órgão, então, cobrou explicações do Butantan, que ainda não protocolou suas respostas.

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