Deputado pede expulsão de alunos grevistas da USP


O deputado estadual de São Paulo Leonado Siqueira (Novo) encaminhou um requerimento à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação solicitando uma investigação e possível punição para alunos envolvidos em atos de vandalismo durante a greve na Universidade de São Paulo (USP). 

No documento, o parlamentar alega que ocorreram danos ao patrimônio público. Ele argumentou que os alunos responsáveis por esses atos devem enfrentar medidas disciplinares, incluindo a expulsão. 

“A punição desses atos de vandalismo é necessária para deixar claro que tais comportamentos não serão tolerados, assegurando assim um ambiente acadêmico mais seguro e produtivo para todos os envolvidos”, escreveu Siqueira

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Para o deputado, o ambiente universitário valoriza a liberdade de expressão e a diversidade de pensamentos. No entanto, ele ressalta seu repúdio à destruição do patrimônio público e à interrupção das atividades acadêmicas. 

“O ambiente universitário é um espaço que valoriza a liberdade de expressão e a diversidade de pensamentos. No entanto, é fundamental repudiar e condenar veementemente a parcela de manifestantes que opta por interromper aulas e causar danos ao patrimônio público”, afirmou o deputado. “Essas ações não apenas geram custos financeiros para o Estado, mas também prejudicam outros alunos da universidade.”

Professores e alunos se juntam

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Greve estudantil USP | Foto: Reprodução/Adusp

A greve tem como objetivo pressionar a reitoria da USP e a direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) a realizar novas contratações de docentes. Além disso, os grevistas exigem melhores condições para a chamada permanência estudantil.

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A USP perdeu 818 professores de 2014 a 2023, resultando em 15% a menos de docentes, sem uma diminuição no número de alunos. A falta de professores levou a atrasos na graduação, levando os estudantes a protestarem.

Contratação só para o ano que vem

A reitoria da universidade anunciou a contratação de 879 novos profissionais, mas a maioria só deve chegar no próximo ano. Os alunos pedem uma solução mais rápida e um sistema de contratação automática de professores para evitar problemas futuros.

Eles também reivindicam melhores condições de permanência, incluindo o fim do teto de concessão de bolsas e aumento nos benefícios. A Associação de Docentes da USP apoia a greve e critica a postura do diretor da FFLCH, Paulo Martins.

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