Endividamento dos brasileiros deve aumentar em 2023, diz pesquisa



Um
quarto dos brasileiros acredita que vai se endividar ainda mais neste ano de
acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça (26) pela Febraban, a Federação
Brasileira de Bancos. O levantamento aponta que 25% dos entrevistados veem uma
perspectiva de mais dívidas no bolso em 2023.

A pesquisa, que ouviu 2 mil pessoas entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro em todo o país, aponta que o pessimismo em relação às dívidas se dá pelo contexto de “expectativas de ampliação do crédito, maior estabilidade dos preços, aumento do poder de compra e aproximação do final do ano”.

“Vale notar o movimento ascendente, desde o início do ano, da perspectiva de endividamento (‘mais endividado/a’), partindo de 15% em fevereiro e chegando a 25% em setembro. Inversamente, a expectativa da população de ficar menos endividada caiu de 53% em fevereiro para 38% agora”, explica o relatório da pesquisa (veja na íntegra) .

Ainda
segundo o levantamento da Febraban, os brasileiros que ganham até dois salários
mínimos – R$ 2.640 – devem ser os que mais vão se endividar neste ano (26% dos
entrevistados).

A expectativa de aumento das dívidas é maior, ainda, entre os moradores das regiões Norte (32%) e Sudeste (27%), entre os homens (26%) e das pessoas de 18 a 24 anos e de 25 a 44 anos (26% cada).

Por outro lado, a pesquisa da Febraban mostra que a quantidade de brasileiros que tem conhecimento e pretende aderir ao programa Desenrola Brasil aumentou entre os levantamentos de junho e setembro – de 45% para 70%.

“São
menos de um terço (30%) os que afirmam desconhecer o programa (em junho era
metade da população). O conhecimento sobre o Desenrola é inferior a 70% somente
entre as mulheres (68%), os mais jovens (54%), aqueles com instrução
fundamental (66%) e renda até 2 salários mínimos (65%), e na região Norte (62%)”,
aponta o relatório do levantamento.

O levantamento da Federação Brasileira de Bancos aponta que sete em cada dez brasileiros têm interesse em aderir ao Desenrola Brasil, com destaque para os moradores da região Norte (82%), entre mulheres (75%), com idade de 25 a 44 anos (80%) e renda até dois salários mínimos (77%).



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