ESG é ferramenta de perenidade das indústrias


Para Fernando Macedo, da Eletrobras, falar de ESG é compreender o quanto as ações sociais ou ambientais adotadas são relevantes para o negócio (foto: Filipe Scotti)

Boas práticas ambientais ou sociais isoladas são insuficientes para assegurar que uma empresa esteja incorporada à matriz ESG (da sigla em inglês para sustentabilidade ambiental, social e de gestão) e tenha acesso aos chamados financiamentos verdes. É preciso que a organização comprove seu engajamento efetivo com questões ambientais, sociais e de governança mais sensíveis para cada setor econômico e, assim, demonstre sua perenidade, afirmou, nesta terça (11), na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o diretor-adjunto de Governança, Riscos e Conformidade da Eletrobras, Fernando Macedo. Ele participou do evento híbrido I-Link Matriz ESG: garantindo evidências para financiamentos verdes.

Macedo observa que agências internacionais já identificaram indicadores não-financeiros que ajudam na construção da perenidade de cada empresa. Um exemplo é o Mapa de Materialidade do Sustainability Accouting Standards Board (SASB), que levantou requisitos relevantes para 77 segmentos industriais. Por isso, o especialista defende que cada organização esteja alinhada ao conjunto de indicadores de seu ramo de negócio.

Esses indicadores podem ser ambientais (emissão de gases do efeito estufa ou impactos na biodiversidade, ciclo de vida da embalagem, por exemplo), capital social (direitos humanos, relações com as comunidades), capital humano (diversidade, práticas trabalhistas), modelos de negócios e inovação (informações corretas nas embalagens), liderança e governança (gestão da cadeia de suprimentos). “Falar de ESG não é falar de um propósito, de uma causa, mas de compreender o quanto aquelas ações são relevantes para os negócios”, enfatiza Macedo.

“ESG não é assistencialismo ou filantropia, precisa estar conectado à estratégia de negócios da empresa”, afirmou André Teixeira, consultor do Instituto SENAI de Tecnologia em Logística de Produção, de Itajaí. Ele defende que as empresas adotem iniciativas preventivas e não apenas depois que os problemas se instalam.



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