EUA descartam cessar-fogo em Gaza; pausa poderia ajudar terroristas do Hamas – Notícias



Os Estados Unidos descartaram nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Na avaliação dos EUA, qualquer interrupção beneficiaria os extremistas palestinos.


Uma pausa “daria ao Hamas a oportunidade de descansar, reequipar-se e preparar-se para continuar lançando ataques terroristas contra Israel”, disse a jornalistas o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller.



Ainda nesta segunda-feira, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, afirmou que os líderes do bloco apoiariam uma “pausa humanitária” no conflito.


“Penso que a ideia de uma pausa humanitária para facilitar a chegada de ajuda humanitária, para permitir que as pessoas deslocadas encontrem abrigo é algo que os líderes apoiariam”, disse Borell. Os europeus se reunirão nas próximas quinta (26) e sexta-feira (27) para discutir o tema.


No fim de um encontro de ministros das Relações Exteriores da UE nesta segunda em Luxemburgo, Borrell afirmou que também entendem que uma pausa nas hostilidades é essencial para entregar ajuda humanitária.


“Essa pausa é necessária, inclusive para garantir que a ajuda humanitária chegue” às pessoas que precisam. “Caso contrário, a própria ajuda humanitária seria destruída no processo.”


O chefe da diplomacia europeia disse que, nos últimos dias, a ajuda humanitária conseguiu entrar na Faixa de Gaza, mas em níveis insuficientes diante da gravidade da situação.


“Antes da guerra, chegavam a Gaza cem caminhões por dia, e agora chegam 20 por dia, quando as necessidades são muito maiores”, observou.








Incursão terrestre









Apesar de rejeitarem um cessar-fogo, os Estados Unidos estão pressionando Israel para que atrase a incursão por terra na Faixa de Gaza. O governo americano quer mais tempo para negociar a retirada de reféns capturados pelo grupo terrorista Hamas.


A possibilidade de retirar mais reféns americanos de Gaza também motiva a pressão sobre Israel. Na sexta-feira (20), Judith Tai Raanan e sua filha Natalie Shoshana foram libertadas pelos terroristas.


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