Fiesc lança proposta para ampliar a diversificação industrial regional

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Movimento busca aumentar o protagonismo da indústria no país, mas com a sofisticação tecnológica de um novo paradigma, que engloba tecnologias como nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais, dentro de conceitos de sustentabilidade

A Federação das Indústrias (Fiesc) lançou uma proposta para ampliar a diversificação industrial de Santa Catarina. O trabalho, realizado em parceria com a UFSC, propõe estratégias de diversificação para as 20 microrregiões, valorizando os setores consolidados, mas propondo um caminho para atrair setores complementares que possam contribuir para o aumento da industrialização local. A publicação será lançada nesta quinta-feira, dia 19, na abertura do Fórum Radar Reinvenção, que a entidade promove até sexta-feira (20), em Florianópolis, com o tema neoindustrialização (o portal AMANHÃ disponibiliza o estudo na íntegra no final desta reportagem).

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destaca que a indústria catarinense é a mais diversificada do Brasil, mas o mundo e o país vivem um novo ciclo, o que exige uma diversificação ainda maior, com o desenvolvimento de setores mais sofisticados e a busca de um maior equilíbrio regional. “O estudo parte do princípio de que a indústria é o motor do desenvolvimento. Países e regiões mais industrializados são mais desenvolvidos e esta proposta indica caminhos para que as lideranças estaduais e regionais criem estratégias de desenvolvimento atraindo novos segmentos industriais que sejam complementares e coerentes com a estrutura econômica já existente”, explica Aguiar.

Ele salienta que essa proposta é uma referência sólida para a elaboração de uma política industrial catarinense. Foi formulada para que Santa Catarina possa aproveitar as oportunidades que a neoindustrialização oferece. Na prática, esse movimento busca aumentar o protagonismo da indústria no país, mas com a sofisticação tecnológica de um novo paradigma, que engloba tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais, dentro de conceitos de sustentabilidade. “É uma nova industrialização sob essas novas bases; portanto, é uma neoindustrialização. Estar atento a isso é especialmente importante na atual conjuntura internacional, que as cadeias produtivas estão sendo redesenhadas”, completa.

O economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, explica que o estudo está dentro de uma perspectiva de política industrial chamada de “autodescoberta”, fundamentada no trabalho de dois professores de Harvard. “A ideia central é identificar quais são os setores produtivos e os produtos que têm elevada probabilidade de dar certo nas regiões, ao mesmo tempo em que diversificam e sofisticam a indústria local”, afirma. Ele ressalta que o trabalho avaliou esse potencial em cada uma das 20 microrregiões catarinenses, e indicou o caminho que deve ser seguido para ter a capacidade de produzir produtos mais sofisticados. “Com outras atividades complementares se instalando nas regiões, vai se criando um conjunto de habilidades e competências que tornam mais provável uma industrialização capaz de agregar valor e impulsionar o desenvolvimento local”, projeta.

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