Governo venezuelano recupera prisão tomada por gangue que virou cidade com boate e zoológico – Notícias



O governo da Venezuela recuperou o controle de uma prisão que estava sob o domínio da gangue mais poderosa do país, a Tren de Aragua, que construiu uma minicidade dentro dos muros da prisão, com um zoológico, uma boate, uma piscina e mais. Na quarta-feira (20), o país enviou 11 mil policiais e soldados à prisão de Tocorón para realizar a intervenção. As informações são do tabloide The Daily Mail.



A organização criminosa montou pequenos barracos onde detentos moravam com suas famílias e tinham acesso à televisão via satélite e à internet. Segundo informações preliminares, havia um zoológico que abrigava tigres, leões, crocodilos e outros animais que eram usados para desafiar autoridades do governo.



O grupo tinha a própria boate, chamada Tokio (nome da capital do Japão, em espanhol), onde os prisioneiros iam regularmente, e um restaurante, onde os prisioneiros faziam refeições com seus visitantes. Havia também um campo de beisebol, uma sala de jogos e outra de onde os presidiários extraíam criptomoedas ilegalmente, além de uma piscina, que ficava ao lado de uma área de recreação infantil. 




Imagens da câmera corporal da operação mostraram policiais e soldados invadindo um dos prédios da prisão, onde um túnel havia sido construído. A passagem subterrânea apresentava várias saídas, incluindo uma que levava a um lago onde três jangadas de madeira estavam ancoradas na margem.


“Parabenizo os mais de 11 mil membros das FANB (Forças Armadas Nacionais Bolivarianas da Venezuela) e das forças policiais pela intervenção bem-sucedida no Centro Penitenciário de Tocorón”, escreveu o presidente Nicolás Maduro no X (antigo Twitter). “Estamos caminhando para uma Venezuela livre de gangues criminosas!”


O ministro do Interior, Remigio Ceballos, disse: “Colocamos fim às irregularidades nesse espaço, detectamos alguns túneis; e nesse sistema de túneis impedimos uma fuga em massa e controlamos todos os privados de liberdade”.


Ceballos confirmou nesta quinta-feira (21) que 60 detentos foram capturados. Quatro funcionários penitenciários também foram presos por supostamente permitirem o contrabando de armas. O jornal venezuelano El Nacional informou que entre 400 e 500 prisioneiros ainda estavam desaparecidos.


O governo iniciou a transferência de reclusos para outras prisões no fim da tarde desta quinta (21), enquanto as famílias se queixavam de ter sido deixadas no escuro em relação a suas novas localizações.



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