Irã prende advogada em enterro de jovem morta por não usar hijab


Neste domingo, 29, a  polícia do Irã prendeu Nasrin Sotoudeh, renomada advogada dos direitos humanos, durante o enterro de Armita Garawand, jovem morta por não usar hijab, o véu islâmico.

Armita tinha 17 anos e morreu nas mãos da Polícia Moral no metrô de Teerã, capital do país. Nasrin também foi presa e “entregue à autoridade judicial” por “não usar hijab”, segundo a Fars, agência de notícias local.

Advogada presa no Irã por não usar hijab já ganhou prêmio por defender os direitos humanos

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Armita Garawand tinha apenas 17 anos quando foi morta pela Polícia Moral do Irã | Foto: Reprodução/NBC News

Nasrin Sotoudeh tem 60 anos, já foi presa várias vezes e ganhou o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu para defensores dos direitos humanos, em 2012. Ela foi condenada a 11 anos de prisão e a 20 anos de proibição do exercício da advocacia em 2011, como punição por suas “ações contra o regime iraniano.”

Ela também foi presa em 2018 por ter feito propaganda contra os governantes do Irã, e condenada a 38 anos de prisão e 148 chibatadas. Em 2020, Nasrin foi libertada.

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O uso do hijab é obrigatório para as mulheres do país desde a Revolução Islâmica de 1979. O marido da advogada, Reza Khandan, confirmou à agência de notícias AFP que a mulher foi presa ao lado de outras pessoas no cemitério no sul de Teerã. Ele também disse que ela foi “agredida violentamente”.

As autoridades do Irã dizem que Armita Garawand caiu e bateu a cabeça depois de sofrer uma queda repentina de pressão arterial. Eles negaram “altercações físicas ou verbais com passageiros ou funcionários do metrô”.

Organizações não governamentais dizem que a estudante foi ferida por membros da Polícia Moral, e morreu por causa das agressões. Ela chegou a ficar em coma desde 1° de outubro e morreu na madrugada do último sábado, 28.



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