Máscaras protegem contra as novas variantes do coronavírus? Tire esta e outras dúvidas  – Notícias



O aumento do número de casos de Covid-19 em diversas capitais e a confirmação da presença da subvariante da Ômicron BQ.1 no país fizeram com que a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomendasse a volta do uso de máscaras na última sexta-feira (11).


No sábado (12), a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde também indicou, a partir de uma nota técnica, o uso de máscara e o aumento da vigilância genômica em estados e municípios.


Uma vez que estudos iniciais apontam que a cepa em circulação tem capacidade para driblar a proteção das vacinas, o uso da proteção facial volta a ser fundamental para prevenir a doença.



De acordo com a professora de farmacologia Soraya Samili, da EPM/Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo), as mudanças em relação ao vírus original, o Sars-CoV-2, não mexeram com o nível de proteção das máscaras.


“Com relação às máscaras, não muda praticamente nada das recomendações dadas desde o começo da pandemia. Elas continuam as medidas mais certeiras e mais seguras até aqui. A pessoa, em primeiro lugar, deve se vacinar, principalmente com as doses de reforço e, para garantir mesmo a proteção, tem de usar a máscara”, afirma Soraya.


Dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), mostram que na última semana houve um aumento de 134% no número de casos.


“As pessoas têm de voltar a usar a máscara, principalmente em ambiente fechado e em locais assim de aglomeração. As pessoas sentiram o aumento de casos, começou tem mais ou menos duas semanas e, agora, está realmente em franca subida. Não dá para ficar sem a máscara agora”, alerta a professora.


Assim como no começo da pandemia, as máscaras mais indicadas são as descartáveis, sendo que as melhores são a N-95 ou PFF2. Esses EPIs podem ser utilizados o dia todo e, se a pessoa estiver em ambiente controlado, a máscara pode ser usada por até cinco horas.


“Sempre tem de deixar a máscara descansando. Então, quando você chega em casa tem de deixar a máscara tomando ar em local arejado. Nunca tem de guardá-la dentro do plástico, tem de ser em um saquinho de papel, porque é o melhor jeito de guardar”, orienta Soraya.


As outras opções com descarte são as cirúrgicas. Nesse caso a recomendação é que a cada quatro horas a pessoa troque a máscara em locais seguros.



No caso das máscaras de tecido, que foram muito usadas no começo da pandemia, a especialista é taxativa ao dizer que ela não leva a uma proteção efetiva contra a Covid-19.


“As de pano nunca foram protetoras ou apresentaram garantias. Os estudos mostraram que as de pano tem de 30% a 40% de chance de proteger; a cirúrgica, 85%, e a N-95 mais de 95%. Temos de pesar essas coisas e pensar: a de pano é melhor do que nada? É, mas não é garantido, principalmente se for usada por muitas horas. Ela fica molhada, perde a capacidade de retenção e fica contaminada, porque não é descartável”, orienta a reitora da Unifesp de 2013 a 2021.


Estudos preliminares mostram que as novas subvariantes da Ômicron conseguem escapar da proteção gerada por duas doses da vacina. No entanto, ainda não há evidências sobre o escape com as doses de reforço.


Por isso e pelos possíveis efeitos da Covid longa, Soraya insiste que os cuidados não farmacológicos, como distanciamento, uso de máscaras e evitar lugares aglomerados seguem sendo relevantes.


“É enganoso acreditar que é uma doença leve, porque tem várias pessoas internadas. Segundo, não sabemos se ela [infecção] pode causar um problema maior. E terceiro, que é a nossa grande preocupação, é com a Covid longa, que apresentam sintomas que persistem após um mês dois meses. Tem pessoas com mais de seis meses de infecção que ainda sofrem com tosse, com fadiga, outras diabéticas, outras que perderam a memória”, destaca a professora.


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