Médicos desconfiam e apontam fingimento, mas acham câncer e dão ‘prazo de vida’ a paciente – Notícias



Laura Sims-Thickett, de 40 anos, deu entrada duas vezes no pronto-socorro do Royal Stoke University Hospital, em 2021, no Reino Unido, com dores “insuportáveis” nas costas. Mas, mesmo com a insistência de que algo estava errado, a equipe médica não a escutava.


De acordo com o diário britânico Mirror, Laura foi encarada como uma “hipocondríaca” (condição de pessoas que acreditam que sempre estão doentes) com apenas algumas dores nas costas. 


Porém, três semanas depois, a mulher foi diagnosticada com câncer no sangue, e as dores ocorriam por causa de três vértebras quebradas, consequência do mieloma da paciente, que fragilizou seu corpo.



Esse tipo de câncer afeta o funcionamento da medula óssea e causa mudanças no sangue, além de problemas nos ossos, insuficiência renal e falhas no sistema imunológico. Grande parte dos casos não tem cura, e a expectativa de vida para pacientes portadores desse câncer é de 3 a 5 anos.


A gravidade do diagnóstico fez com que a família Sims-Thickett ficasse ainda mais revoltada com o tratamento que Laura recebeu no hospital. Ao diário britânico, o marido da paciente, Paul, contou que se sentiu impotente perante a situação.


“Ela sabia que algo estava errado e não conseguia que ninguém acreditasse nela. Não conseguimos transmitir a gravidade da dor que ela sentia. Ninguém nos ouviu”, afirmou. Depois da dispensa, o quadro de Laura se agravou, e a falta de medicação fez com que ela desenvolvesse úlceras, o que atrasou tentativas de tratamento.



Depois da confusão, essa mesma clínica perdeu prescrições e atrasou consultas. “Há sempre deficiências, as pessoas não estão fazendo seu trabalho direito”, afirmou Paul.


Atualmente, a família ainda luta contra a doença. Paul perdeu o emprego e está tentando arrecadar dinheiro online para conseguir tratamento em estabelecimentos melhores, além de sustentar os filhos. Até agora, eles já conseguiram cerca de 3.000 libras, aproximadamente R$ 19 mil.


A enfermeira-chefe da Royal Stoke, Ann-Marie Riley, se pronunciou ao jornal: “Sempre buscaremos oferecer os mais altos padrões de atendimento possíveis e pediremos desculpas se eles não forem atendidos. Vamos investigar o caso e incentivamos o Sr. Sims-Thickett a falar com nossa equipe de aconselhamento e contato com pacientes, que pode fornecer suporte”. 


*Estagiária do R7, sob supervisão de Raphael Hakime




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