Neurocientista de Stanford utiliza oração como terapia


O neurocientista Andrew Huberman, professor da Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA, é adepto da oração como terapia. Ele também é autor de um dos podcasts mais populares internacionalmente. As informações foram publicadas nesta terça-feira, 24, no jornal Folha de S.Paulo.

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Huberman não frequenta um local específico, mas adota a crença em algo superior como uma importante referência para a sua rotina. Tornou-se um exemplo atual de como as vivências religiosas têm sido incluídas no meio científico. Suas declarações foram dadas para o cientista Lex Friedman, no YouTube.

“Lembro-me de que, durante toda a minha vida, eu orava em segredo”, afirmou. “Quando as coisas não estavam indo bem e eu não conseguia entender o que estava acontecendo, eu orava em segredo e me sentia envergonhado por isso.”

Não há um ritual imposto às suas orações. Ele tem uma maneira própria de rezar. “Eu hesitei em falar sobre isso porque não acredito em impor uma religião às pessoas”, disse. “Acredito que até mesmo alguém que seja ateu ou agnóstico também pode orar.”

Ao lado da oração, vem a meditação.

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“Orar é poderoso de uma forma que todas as outras ferramentas, como a meditação, não são, porque age em um nível mais profundo”, afirma. “Eu oro a Deus pedindo ajuda para remover meus defeitos de caráter, de modo que eu possa me apresentar melhor em todos os papéis da minha vida. Mas não estou pedindo por uma mão mágica que desça e cuide de tudo.”

Prática começou a ser adotada há cerca de um ano

Universidade Stanford
Professor concilia rotina em Stanford com a parte espiritual | Foto: Reprodução/site Stanford University

A oração para o professor de Stanford tem dado um sentido para a vida. E não se trata de algo apenas imaginário, como uma ilusão.

“Está claro para mim que, se não voltarmos a acreditar em algo maior do que nós mesmos — o que não precisa acontecer por uma religião tradicional—, em algum nível nos autodestruiremos.”

Conforme contou a Folha, Huberman começou a orar há cerca de um ano. E tem a convicção de que, na reza, reside uma verdade invisível.

“O cientista dentro de mim quer entender como isso funciona”, observa. “Mas a ideia é simplesmente dizer: há um poder maior do que o meu, maior do que a natureza conforme a entendo, algo que não posso compreender nem controlar, nem desejo fazê-lo. Estou simplesmente me entregando a isso.”



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