Pesquisadores identificam animal com olhos na ‘barriga’


Um animal marinho “misterioso”, semelhante a um “alienígena”, foi descoberto por uma equipe de cientistas depois de cinco anos de estudos.

Os pesquisadores filmaram o animal pela primeira vez em 2018. O bicho conta com organismos em forma de larvas e pequenos olhos na “barriga”.

O ser vivo possui uma estatura pequena. Ele foi registrado na costa de Okinawa, no Japão, pelo fotógrafo Ryo Minemizu, a mais de 15 metros de profundidade.

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Minemizu deixou biólogos em dúvida, em relação ao que era o animal registrado: se era algum tipo de peixe, crustáceo, molusco ou verme.

O estudo foi publicado na revista Current Biology, em 22 de setembro deste ano.

Uma equipe de biólogos da Universidade de Viena, na Áustria, determinou que o animal era uma colônia de dois tipos de larvas parasitas, que nadam e sobrevivem como um único organismo.

Os pesquisadores notaram que os “tentáculos” eram, na verdade, seres vivos individuais, apelidados de “marinheiros”, e presos a uma bolha que transportava mais de mil larvas.

Ilustração gráfica do misterioso animal encontrado no Japão | Foto: Reprodução/Current Biology

As colônias se juntaram para terem um formato semelhante ao de uma presa indefesa e inofensiva. O objetivo seria infectar o estômago de algum predador, quando as presas fossem ingeridos.

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O neurobiologista do desenvolvimento Igor Adameyko, da Universidade Médica de Viena, revelou que o espécime pertence à família Digenea: Acanthocolpidae.

O especialista, um dos coautores do estudo, explica que o animal provavelmente é do gênero Pleorchis, uma espécie de platelminto parasita.

Ilustração gráfica do misterioso animal encontrado no Japão | Foto: Reprodução/Current Biology

De acordo com os cientistas, há duas teorias sobre o que os organismos restantes (os não devorados) fazem, além de nadar para locomover a colônia.

Também é possível que esses animais possam sacrificar-se, para que as outras larvas consigam infectar seu alvo.

A outra teoria é que os espécimes podem simplesmente se desenvolver em um hospedeiro, até atingirem a maturidade sexual para realizarem a reprodução.

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