Putin diz que explosão causada por granadas derrubou avião de ex-líder do grupo Wagner  – Notícias



O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu nesta quinta-feira (5) que o acidente de avião que matou o chefe do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, em agosto, foi causado pela detonação de granadas de mão dentro da aeronave, e não por um ataque de míssil.


O jato particular da Embraer no qual Prigozhin viajava para São Petersburgo caiu ao norte de Moscou, em 23 de agosto, matando todas as dez pessoas a bordo, entre elas duas outras figuras importantes do grupo, os quatro guarda-costas de Prigozhin e a tripulação de três pessoas.



Putin sugeriu que o avião foi explodido por dentro, de acordo com o que o chefe do comitê de investigação da Rússia havia informado a ele alguns dias atrás.


“Fragmentos de granadas de mão foram encontrados nos corpos dos mortos no acidente”, disse Putin em uma reunião do Clube de Discussão Valdai, na cidade litorânea de Sochi, no mar Negro.


“Não houve impacto externo no avião — isso já é um fato estabelecido”, disse Putin, aparentemente descartando afirmações de autoridades americanas não identificadas que afirmaram, logo após a queda, que acreditavam que o avião tinha sido abatido.


Álcool e drogas


Putin não deu mais detalhes sobre como uma granada ou granadas poderiam ter sido detonadas a bordo, mas disse acreditar que os investigadores estavam errados por não terem realizado testes de álcool e drogas nos corpos das pessoas que morreram no acidente.


“Na minha opinião, tal exame deveria ter sido feito, mas não foi”, disse Putin. Ele afirmou que, nas buscas realizadas nos escritórios do grupo Wagner em São Petersburgo, o serviço de segurança FSB encontrou 10 bilhões de rublos (US$ 100 milhões, ou cerca de R$ 520 milhões) em dinheiro e 5 kg de cocaína.



Os investigadores do acidente ainda não relataram publicamente a causa. Nem o grupo nem a família de Prigozhin puderam ser contatados para comentar as declarações de Putin.


Queda


Prigozhin morreu dois meses após ter liderado um breve motim contra a Defesa russa, que representou o maior desafio ao governo de Putin desde que o ex-espião da KGB chegou ao poder, em 1999. Diplomatas ocidentais dizem que isso expôs as tensões na Rússia decorrentes da guerra na Ucrânia.



No fim de agosto, a Rússia abriu uma investigação para apurar as causas do acidente de avião que matou Prigozhin. O Kremlin negou envolvimento com a morte do ex-aliado, e investigadores russos consideram a possibilidade de que o avião tenha sido derrubado de propósito.


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