Vacina da AstraZeneca deixa de ser recomendada pelo Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde do Brasil não recomenda mais o uso das vacinas de vetor viral da AstraZeneca/Oxford e Janssen para doses de reforço, por contatar após estudos de que elas aumentam o risco de pessoas virem a desenvolver tromboses. A recomendação foi feita no fim do ano passado, ainda sob governo de Jair Bolsonaro, e somente agora no mês de abril de 2023 que foi bastante repercutida nas redes sociais, gerando discussões de leigos e cientistas.

A pesquisa em questão mostra que, até dia 17 de setembro de 2022, foram notificados no aplicativo do E-SUS, sem dados de São Paulo que não os divulgou, houve 98 casos com suspeita de síndrome de Trombose Trombocitopenia, que são as quedas de plaquetas, com relação aos imunizantes. Em números, se dá cerca de 0,02 casos em 100 mil doses aplicadas.

O documento do Ministério da Saúde diz que “As vacinas de vetor viral estão indicadas para uso na população a partir de 40 anos de idade e; em pessoas de 18 a 39 anos de idade, devem ser administradas preferencialmente vacinas COVID-19 da plataforma de RNAm [como a da Pfizer/BioNTech]”, e também ressalta que “nos locais de difícil acesso ou na indisponibilidade do imunizante dessa plataforma [RNAm], poderão ser utilizadas as vacinas de vetor viral (Astrazeneca e Janssen)”.

O estudo mostrou que 34 casos foram confirmados como relacionados à vacina, 17 como casos prováveis e 47 casos como possíveis. A maior incidência foi em mulheres e aconteceram em um período de até 30 dias após o recebimento do imunizante. Quem não desenvolveu trombose nos 30 dias posteriores não é considerado estado de risco em relação ao desenvolvimento de Trombose. Os cientistas não tem ainda certeza de que realmente tem relação vacina-trombose, porém por conta do número e a vacina ter sido altamente usada no período, não recomendam o seu uso e elimina-se assim um possível risco.


Pote de vacina Covid-19 – Foto: reprodução/Freepick


Opinião dos especialistas:

O jornal O Globo ouviu especialistas e esses disseram que a incidência é raríssima. “Observou-se que abaixo de 40 anos há um risco muito baixo de ter a trombose, são eventos raríssimos. No cenário de pandemia em que é preciso vacinar todo mundo, o benefício da proteção supera muito esse risco. Mas agora em que a pandemia melhorou e a doença está em baixa, e nós temos outra vacina que não causa evento adverso e é considerada mais eficaz, como a da Pfizer, então vamos dar preferência a ela. Isso acontece o tempo todo, não é novo. Sempre que temos vacinas com melhor relação risco benefício nós substituímos” – explica a epidemiologista Carla Domingues.

Apesar da recomendação do Ministério da Saúde, a vacina não foi proibida e nem teve sua efetividade revogada pela Anvisa, é o que diz o epidemiologista Pedro Hallal, professor e pesquisador da Universidade de Illnois nos EUA. Ele reforça que por este motivo não deve ter medo ou gerar um pânico coletivo e compara ao uso de remédios, como os que tomamos para dor de cabeça, que se olharmos a bula irão ver diversos efeitos colaterais.


Vacina Bivalente Covid-19 – Foto: reprodução/Freepick


Durante o ápice da epidemia de Covid-19, e a oferta de vacinas eram escassas, essas de vetor viral, de primeira geração foram essenciais para que a doença não evoluísse e causasse mais mortes.

No Brasil a produção da vacina é feita pela Fiocruz, e nesse momento se encontra interrompida.

Especialistas atualmente recomendam que as doses subsequentes sejam de outras tecnologias, como a bivalente que tem sido aplicada a alguns grupos no Brasil a partir de março de 2023.

O que são trombos que geram a trombose?

São coágulos sanguíneos que são formados tanto em veias como em artérias, e dificultam que o sangue circule pelo corpo. Ela pode ser formada em qualquer parte do corpo. Dependendo do tamanho e do local, podem ser bastante perigosos, como no cérebro e nos pulmões, que podem gerar danos permanentes e levar a óbito.


Campanha do ministério da Saúde a favor da vacinação – Reprodução/Twitter


Nota da empresa Oxford/AstraZeneca:

A AstraZeneca/Oxford em nota afirma que “A AstraZeneca reforça que a vacina contra a covid-19 —Vaxzevria— apresenta um perfil de segurança favorável, assim como já declarado pela Organização Mundial da Saúde e outros órgãos internacionais, em que os benefícios da vacinação superam quaisquer riscos potenciais.

É importante ver que esta análise conduzida a partir de um grande banco de dados de registros eletrônicos de saúde constatou que a mortalidade por todas as causas, incluindo a cardíaca, não aumentaram entre os jovens que receberam vacinas contra a covid-19.

Ressaltamos que o estudo também analisou a relação da vacina Vaxzevria com mortes de mulheres jovens de 12 a 29 anos, evidenciando que não foi possível estabelecer nenhum vínculo causal. Os autores também afirmam que é difícil estender qualquer conclusão para o público em geral porque a vacina foi usada apenas durante um curto período e em uma população selecionada.”

A fabricante Janssen não se pronunciou até agora.

O Ministério da Saúde diz que quem tomou qualquer uma das vacinas, seja como primeira ou segunda dose, não devem se preocupar, pois os casos analisados são de pessoas que desenvolveram a doença até 30 dias após tomar o imunizante.

Foto destaque: Vacina contra covid da AstraZeneca e Janssen podem causar tromboses – Foto: reprodução/Freepick



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